25 de abr de 2009

AMIGO E "AMIGO" - QUEM NÃO TEM ?

Olá amigos . . . E aí meu camarada, tem muitos amigos ? Tem pessoas que olham prá você e tem você, de fato, como alguém merecedor da amizade que parecem lhe devotar, ... ou, quem sabe há, HOJE, em você, uma "motivação especial" que leva essas pessoas a TER que, de alguma forma, dar a impressão (e até convincente) de que são mesmo suas amigas ? Éééé... gente boa, a vida é assim. Importa pensar com calma. Temos amizade EFETIVA e "amizade" TEMPORÁRIA. Essa última, é ardilosa e insinuante. Age com tanta naturalidade que chega a nos fazer duvidar da lealdade de meses ou anos até, da amizade efetiva, mais antiga. E por vezes fazemos isso. Preferimos a segunda, em detrimento da primeira.

Experiências reais falam claramente sobre isso e dizem em alto e bom som que os resultados não tem sido em nada agradaveis. De alguma forma nos frustram, somem e algum tempo depois retornam para um recomeço como se coisa nenhuma tivesse acontecido em tempo algum. E aí meu amigo, vale a perguntinha: Já vivenciou algo assim ? E outra: Por acaso já claudicou na caminhada e porventura precisou, lembrou e até procurou um ou alguns daqueles "bons amigos" ? E como foi ? Não estavam ? houve um olhar sério, um lamento e a afirmação entristecida de que não sabiam o que havia acontecido com você ? Ou tinham um compromisso naquele exato momento ? A agenda concorridissima apontava chance de uma conversa em dez ou quinze dias ? anotaram o número de seu telefone para alguém ligar ? Alguém disse: Que pena ! Demorou ! Deveria ter vindo antes. Há três dias passados havia plenas condições para servi-lo com sobras, mas agora ... só,... quem sabe,... mês que vem... mas infelizmente não é certeza. Vamos ver o que dá prá fazer. Olhando o relógio, dando sinais de pressa e ansioso para livrar-se do "estorvo", dá um apêrto de mão e saí falando à distancia ... "apareça aí prá tomá um cafezinho com a gente" ? E blá ... blá ... blá ... blá ... É êsse aí "o nosso pessoal".

Amigos, amigos mesmo, de verdade, são bem poucos e raríssimos. Daí a frase... "Quem tem UM amigo, tem um tesouro". Um tempo atrás, lá por abril ou março de 2003, escrevi um artigo falando dêsses "amigos da conveniencia". Disse o que pensava. E penso ! Quando sentem em nós, de alguma maneira, um bom "instrumento" de uso para suas intenções previamente urdidas, telefonam, convidam, estão por perto, encostam e até dão presentes. Tudo em nome da mais pura e despretenciosa amizade. São ÊLES que precisam. No momento em que a adversidade bater à nossa porta para entrar ou entrar sem bater, êles saem de nossa vida. É que nunca houve estima, apreço, amizade. Era tudo "faz de conta". TUDO MENTIRA ! SÓ INTERÊSSE ! Nunca amizade ! Prá êsses "amigos" já não temos utilidade. Não servimos mais. Àquêle artigo lembrado aí em cima, escrito seis anos atrás, segue valendo. O ser humano leal e digno, sabe que amizade pura e verdadeira, não é e jamais será assim. Amizade genuina de respeito e ajuda é sinônimo de parceria firme e agradável.

Com sua permissão, vou acrescentar aqui, alguns trechos que estão lá. No artigo de 2003. Já no título, perguntamos: Onde Estão os Amigos ? Estão por aí, como sempre. Mas agora muito ocupados. Reuniões, viagens, solenidades, visitas especiais, estudos, expansão, compras, etc.. etc.. "ocupadíssimos". Êles quase não tem tempo disponível para outra coisa, a não ser trabalho. Mas um e outro, "gentilmente", embora tanto comprometimento em cada fôlha da agenda, abre, "excepcionalmente", um espaço de "três minutinhos" para que, nêle, coloquemos uma conversa de dez, quinze ou trinta minutos, que por certo interessa mais ou só mesmo ao visitante do que ao visitado. Preenchido o tempo, o "Bom Samaritano" lamenta nosso momento adverso, mostra-se solidário e assegura a melhor atenção à nossa esperança. Não fôra a agenda "carregada" e o compromisso imperioso do momento poderia, quem sabe, antecipar alguma perspectiva otimista naquele instante. (E a encenação continua...) Por conta disso, depois de anotar qualquer coisa para atestar sua disposição à nosso favor, pede desculpas por não poder nos dedicar todo tempo que merecemos e acrescenta que dará um retôrno amanhã ou depois... O que nos resta, se conseguirmos permanecer impassiveis, é ... "acreditar". Por fim, sorrindo, despede-nos sutilmente. Quando estamos deixando a sala e já na porta, ainda ouvimos... quando quiser, dá uma ligadinha... ou aparece por aqui prá uma conversa mais tranquila...

Nossos "amigos"... êsses aí, ... são assim. Dissemos antes, dizemos agora. Dàquele artigo, segue o texto: Ulisses Guimarães, personagem nacional, que foi sempre um guerreiro destemido e incansável na luta pela democracia tinha sempre, na ponta da lingua, uma assertiva sábia e inteligente que surpreendia os que o rodeavam. Entre tantas, segundo contam, ao ser interpelado certa vez sobre algo que houvera feito bem mais pelo coração que pela razão em favor de um ou alguns, e não tendo sido contemplado com atitude recíproca quando acreditava nela, respondeu sereno e altivo com uma verdadeira pérola: "O BENEFÍCIO, É A VÉSPERA DA INGRATIDÃO".

Definição cristalina do comportamento humano. Daí, não ser, nêsse caso, imprevisível. Doutor Ulisses, sabia bem do que falava. Por aí, fechamos àquele texto de 2003. E agora concluimos este: A ingratidão é fruto de desapreço. Declaração explícita de índole má e fria exploração humana. Num coração assim, não há lugar para benevolência, lealdade, retidão. Logo, NÃO PODE SER E JAMAIS SERÁ AMIGO. De ninguém ! Mas tem habilidade para fingir que é. Muita gente sabe disso. Ainda assim, acredita ... e sofre ...

Cabe lembrar: Amigo é àquêle que fica,... enquanto os outros se vão. É àquele que ainda está,... quando os outros já se foram. É àquele que ama,... mesmo sem esperar ser amado. É O AMIGO QUE AJUDA ! Amigos assim, são difíceis, mas não impossíveis. Êles existem !Pense aí ! Dêsses, de verdade, quantos você tem ? Não importa. Ligue agora e agradeça a AMIZADE !!! ... E Prá guardar ! = = "Não caminhe na minha frente, eu posso não te seguir. Não caminhe atrás de mim, eu posso não te guiar". = = Click e comente...

6 de abr de 2009

CHOCOLATE MEIO AMARGO

Olá amigos . . . Já ouvimos por aí alguém nos dizendo... "adoçante, açucar ou vai amarguinho mesmo" ? Em nosso ambiente de trabalho, Débora, uma jovem senhora, prefere amargo. Como é que você gosta ? A verdade é que nem sempre o gôsto de um, é exatamente o gôsto de outro. Estamos falando de café, como você já percebeu. Mas, e se fôsse remédio ? E amargo ? Não havendo rota de fuga, só tem um jeito: Encarar ! Conhece chá de losna ? Não é fácil meu camarada ! Mas tem um outro que é "super-hiper-mega amargo". Chama-se "Pau Tenente". É um senhor chá para dôr de estômago e tem nos ervanários (herbanários) por aí. Quando iniciar a ebulição (fervura), com uma ou duas "lasquinhas" ou pequena "porção" no recipiente, conta dez minutos e tira do fogo. Coe se precisar e sentindo que não vai lhe queimar a bôca, tome meia ou uma xícara (se conseguir). Lembro que num distante 24 de dezembro, acometido de surpreendente e quase insuportável dor de estômago, alguém apareceu com uma "xícarazinha" dêsse chá nada simpático, mas extraordinariamente eficiente. Dessa eficácia, na época, eu ainda não sabia. Vivia nàquêles momentos uma dôr inimaginável. A impressão era de que o "Hulck", enfurecido, estava torcendo meu estômago. Sentei-me na cama para receber a xícara com o chá que chegava às minhas mãos. Percebi que fumegava. Foi quando ouvi claramente, um suave e gentil incentivo: "Tá quentinho, mas devagarinho dá prá tomar... Não rejeite. É amargo, mas é bom" (em meio a dor, pensei... nada amargo é bom)... mas fazer o que ! Alí, nàquela situação, eu e você tomaríamos ácido ou chumbo derretido. Tomei ! Foram quatro corajosas e bem sucedidas investidas. Voltei a deitar. Acomodado, mas ainda com dor e gemendo feito carro de boi, notei que ficava sozinho. Não totalmente ! É que próximo da cama, em uma cadeira, percebi minha mulher. Quarto, cama, mulher ... e uma dor de estômago "cavalar" prá complicar um momento que até poderia ser interessante. Não ví, nem senti, ... o que sei é que dormi. Não muito, mas dormi. O suficiente para acordar sem àquela sensação terrivel de estar sendo torturado pelo "Hulck". De vez em quando, como agora, lembro daquêle natal e do abençoado chá, prá lá de amargo. Temos aqui duas situações: O café que pode ser adoçado à gôsto ou não... e o chá que recomenda-se ingerir puro, natural. Mas é nossa a decisão: Podemos aceitar ou recusar êste, aquêle ou os dois. O mesmo acontece com qualquer outra opção para beber ou comer, assim como com qualquer outra coisa da vida desde que, de envolvência PESSOAL. Seja ou não amarga, a escolha é nossa. Nós temos êsse poder. Você já ouviu falar de AMARGURA ? Sabe de onde procede ? Vem de amargor, que quer dizer mágoa, desgôsto. Tem alguma ligação com "amargo" mas não de sabor..., e sim de dôr. Chega sem avisar e amarga tudo. É um amargo de fato desagradável por trazer em si mesmo a capacidade de ferir, de ser doloroso e até cruel que rima com fel. Àquêle poder de mudar quando desejarmos o quadro que estamos vivendo, substituindo-o por outro que não nos machuque, ... aqui, neste tipo de amargura,... esqueça: NÃO EXISTE ! Um chá, ... mesmo da erva medicinal poderosa que lembramos acima, não nos livrará da dôr, cuja nascente é a amargura. Vamos lembrar uma realidade: Sergio Bittencourt, crítico musical brasileiro, jornalista e compositor, filho de Jacó do Bandolim, tinha em sua vida uma amargura. Uma doce amargura. Depois do falecimento de seu pai, Jacó, êle compôs uma canção, cuja letra extraiu da dôr pungente que pesava-lhe no peito. Virou um clássico da musica popular brasileira ... "Náquela mesa tá faltando êle e a saudade dêle tá doendo em mim" ... Sergio também já é falecido (03/02/41 ... 09/07/79). Mas deixou essa pérola. Na amargura, origem da dor, o sentimento por não ter feito mais por seu pai. Poderia ter conversado mais. Passeado mais. amado mais... Mas não imagine, o inimaginável. Sérgio amava Jacó. Grande pai. Leal, verdadeiro. Jacó, amava Sérgio. Inteligente, criativo, sentimental. E até por isso, Sergio se achava devedor. Porque êle, Jacó, sempre foi MAIS pai, Sergio entendia que deveria ter sido MAIS filho... mas ... "agora só resta uma mesa na sala e hoje ninguém mais fala em seu bandolin..., nàquela mesa tá faltando êle e a saudade dêle tá doendo em mim"... Na vida, caminhamos ora doces, ora amargos. As situações, compete-nos avaliar e decidir. Precisamos compreender que vivemos imprevisões. Por mais que busquemos acertar, acabamos, mesmo assim, errando em algum ponto. E nasce a decepção, o desencanto, o inconformismo particular, só nosso. Daí, a tendência, é suscitar a amargura. Mas se conseguirmos a tempo detectá-la tentando nos dominar, a antecipação defensiva pode sugerir um novo movimento capaz de criar em nós, um sentimento motivador, otimista e suficientemente forte para reagir e superar a adversidade que começava a ganhar corpo. Mas temos que admitir: A vida não é um mar de rosas. Mas também não é um mar revôlto. Podemos até cair, mas que vai haver luta vai ! Sabe o que lembrei agora ? O nome de um filme de "Jean Claude Van Damme"... "Retroceder nunca, render-se jamais". Isso nem parece nome de filme. Tem mais a ver com mensagem de otimismo. E é ! Porque nós temos chances sim. E são boas. Não sabemos tudo de tudo é verdade. Mas quem é que sabe ? O que precisamos é seguir aprendendo, acreditando, lutando, buscando. E porque não agora ? Aproveite ! O momento é bom. A partir desta páscoa, tempere a vida. Não sei se concorda, mas o doce com o amargo, quando "dosados" com sapiência, podem sim dar certo. Se você acreditar no melhor resultado, manterá o equilibrio, saberá como reagir e não ficará inerte. Já fiz isso. E nos embates da vida, nunca mais me senti sozinho. Agora, na páscoa de todo ano e do ano todo, o meu chocolate preferido é o "meio amargo". Uma delícia ! É como a vida ... experimente ! E FELIZ PÁSCOA, TODO DIA ... ... ... ...

2 de abr de 2009

JORNALISMO FOTOGRÁFICO =

Olá amigos . . . Nossa pauta diária é comunicação. É com ela que vamos tocando a vida. Promoções diferenciadas, reuniões políticas, empresariais, sociais, religiosas entre outras iniciativas, ocupam nosso tempo profissional no dia a dia. São compromissos que movimentam rádios, televisões, jornais, revistas e boa gama de profissionais atentos e "colados" no nascer diário das informações. Em cada um dêsses fatos, tem pronunciamento, atenção, planilha, agenda, anotação, pergunta e... fotógrafos. Repórteres fotográficos. Profissionais especialistas na arte de fotografar. Verdadeiras "feras" das "objetivas" como diriam no rádio experientes narradores de futebol. São importantes no desempenho profissional, transformam o resultado do trabalho executado em documentos de pesquisa e história. É interessante, de modo sutil, observar como deslizam naturalmente entre autoridades e convidados, no cumprimento fiel da responsabilidade assumida. Se ainda não o fêz, faça isso. Veja como Infiltram-se com perspicácia buscando posicionamentos e ângulos que ofereçam condições ideais para o "clic" mágico, preciso e propiciador do melhor registro fotográfico. Particularmente, temos, por hábito, em meio ao que acontece, desviar o olhar para o exercício intenso dêsses artistas da fotografia. Aos nossos olhos o que vemos, é sempre uma aula silente de destreza e mobilidade, realçada por fláshs contínuos que documentam fotográficamente o fluir do evento. Ocorre-nos, agora, por ser oportuno, uma pergunta ligeira que cabe aqui: Em algum instante da vida, já teve a oportunidade de parar por um pouco e fixar sua atenção na paciência do gato ? Ali está êle !"Paralisado" ! calculando até a própria respiração para não perder àquêle milésimo de segundo, quando com rapidez e precisão tem que consumar o ataque.
Mauro Schlicke
É instante de velocidade e domínio. De afirmação e competência. É um impulso meteórico imperdível. Não pode errar. Daí a concentração quase obsessiva no alvo detectado. Pois bem, ... existem fotógrafos que causam inveja à êsses felinos porque, como êles, dão show de impressionante paciência enquanto, preparados, aguardam o momento preciso para o "disparo" certeiro que redundará em mais uma foto de qualidade e perícia profissional. Enquanto trabalham, pensam ... dificilmente, "na batalha", conversam entre si. Preocupam-se em achar espaço. Entregam-se à responsabilidade, ao dever profissional e dêle só desgrudam, quando tudo de fato terminar.
Katia Nascimento
Na próxima vez, com naturalidade, olhe prá êles enquanto "clicam" cortando o espaço com lampejos de luz. Veja como são insinuantes e de movimentos estudados. Ágeis ou lentos, eficientes sobretudo. São argutos, lestos, renitentes. A foto completa ! A melhor foto é o que êles querem. Enquadramento, nitidez, claridade, sombra, brilho, naturalidade. Estão sempre em busca de mais qualidade. Daí a inquietude, o movimento no trabalho. A mudança constante de posição é para a visualização inteligente da imagem buscada. Com aguda percepção, sabem como encontrá-la. Seguem indomáveis com a máquina nas mãos. Pegam de tudo: Existem "flagras" históricos, fotos políticas, empresariais, sociais, religiosas. Fotos belas, sensíveis, emocionantes, românticas, comoventes. Fotos que acordam a saudade, despertam a indignação, reavivam o amor e valorizam a vida. O fotógrafo, a foto e o jornalismo. Tricotomia fantástica, mágica, merecedora de nosso aplauso. Todavia, os fotógrafos não são assim tão lembrados quanto deveriam ser, até pelo valor humano e a fidelidade profissional que possuem. Nossa lembrança é mais da foto, que do fotógrafo. E êles sabem disso ! Mas seguem trabalhando e documentando fatos de toda dimensão que perpetuam-se na história de vidas e cidades.
Irapuan Machado
Merecem nosso reconhecimento e homenagem. A presença e o poder fotográfico há muito não se separa da ação jornalística. É realidade imprescindível. Temos aqui e agora, um ótimo momento e excelente espaço para agradecer e abraçar os experientes profissionais da fotografia jornalística em Joinville-SC, ... Phelippi José, Nilson Bastian, Katia Nascimento, Mauro Schlicke e Irapuan Machado. Quando abraçamos êsses profissionais de reconhecida qualidade e talento, abraçamos, igualmente a todos os demais gênios da fotografia, também merecedores de nossa admiração e respeito. Aqui, "No Bico do Beija-Flor", sempre que precisamos, incluimos fotos que vem do talento e da qualidade profissional dêsses e de outros mestres do jornalismo fotográfico. Gratos Amigos !