28 de dez de 2009

TERNO DE REIS ...

Olá amigos ... Se estou certo, ao "conjunto" calça e paletó de cores absolutamente iguais, seguimos chamando de "terno", como se fôsse composto de três peças, quando na verdade é "duque", só duas peças. Faz bom tempo que não se confeccionam e nem mesmo se encontram com facilidade para comprar, as peças... calça, colete e paletó de mesmo tom, formando, aí sim, um terno completo. Mas lembro um terno que continua como iniciou. O "Terno de Reis". Êsse segue com sua formação original: três peças, três pessoas: MELQUIOR (e não Belchior) - 70 anos - era de Ur - terra dos Caldeus. BALTAZAR - 40 anos - era do golfo pérsico. GASPAR - 20 anos - da região montanhosa próxima ao Mar Cáspio. Reunidos, celebrisaram-se como os Três Reis Magos. Só São Mateus em seu evangelho, capítulo dois, versículos um ao doze, faz referência aos magos. Em seu tempo, buscavam indicações notadamente no estudo das estrelas, de um sinal latente que confirmasse com irrefutável segurança o anunciado nascimento do Messias, o Libertador. Êles queriam ir ao seu encontro. Dar-lhe boas vindas. adorá-lo e honra-lo até por ser Êle, segundo as profecias, a única Esperança do povo. Ocorre que um não sabia do outro. Mas cada um dêles, nos locais onde estavam, tiveram, ao contemplar a mesma estrêla, a certeza de que o momento tão esperado finalmente chegara. Guiados pela estrêla, partiram de suas terras. Mais tarde e como se tivessem programado antecipadamente, acabaram se encontrando e se conhecendo já nas proximidades de Jerusalem. Na Biblia, no Livro do Profeta Isaias, entre outras predições sôbre o Messias, lemos no capítulo nove, versículo seis, ..."porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da Eternidade, Principe da paz". Viajando juntos, chegaram em Belém e ao lugar do nascimento do menino anunciado e que recebeu o nome de Jesus. Melquior curvando-se ante a manjedoura onde estava o menino Rei dos Reis, presenteou-lhe com ouro - significando Sua realeza. Baltazar, incenso - significando a divindade e Gaspar, mirra - significando a humanidade de Jesus. Bem, o exposto até aqui, serve tão somente para que eu possa falar um pouquinho com você sobre o Terno de Reis, que a cada fim e principio de ano é formado para anunciar, cantando, o nascimento de Jesus e a chegada da PAZ na terra aos homens de boa vontade. O Terno de Reis, uma alusão aos Reis Magos, é uma tradição popular firmada entre nós por muitas gerações desde que aqui chegou trazida pelos açorianos. Em alguns lugares ou algumas regiões de nosso país, êsse movimento de cantoria festiva, bem popular, é também conhecido como folia de reis ou "reizada". O período vai de 23 de novembro a 6 de janeiro. Grupos integrados por homens e mulheres de diferentes comunidades ensaiam com dedicação para visitações e apresentações nos domicilios familiares e também em locais de encontros populares como igrejas e praças. E foi por causa disso que me surpreendi fortemente emocionado em uma praça central de Joinville quando, em uma dessas noites iluminadas de dezembro ao voltar de mais uma das caminhadas que costumo fazer ouvi, ainda ao longe, o som agradável de uma cantoria que imediatamente me trouxe à lembrança meus avós, meus pais e minha infancia. Acelerei meus passos e rumei na direção do som que ouvia e que pouco a pouco ia ficando mais claro e mais bonito. Movido pela emoção que emergia forte, cheguei ao local onde um bom público já prestigiava a apresentação de vários grupos de Terno de Reis de diferentes comunidades joinvilenses. Não sei quanto tempo fiquei ali. Mas não foi pouco. Não "arredei" nenhum passo desde que parei na frente dàquele palco. Foi uma coisa bonita. Toca no coração, no sentimento, na alma de tantos quantos possuem história de sensibilidade, trabalho, luta e fé para vencer. Existe por aqui, desde a iniciativa do vereador Marquinhos Fernandes, que cedeu seu posto na câmara para ser hoje secretário de educação municipal, um movimento de incentivo e revitalização dos grupos de Terno de Reis. E disso eu já sabia. O que eu não sabia é que essa iniciativa traria, como está trazendo, tanta alegria, confraternização e bem estar prá toda nossa gente. Penso ser relevante o govêrno do município, seguir estimulando e ajudando os grupos de Terno de Reis para que envolvidos com o povo, possam continuar valorizando e cantando a espiritualidade e a alegria de cada natal para grandes e pequenos. Meu amigo, minha amiga, verdade seja dita: o sentimento puro, a fraternidade e a harmonia entre as pessoas, ganham vigor e sentido especial, quando percebemos que brilha em nossa vida A LUZ MAIOR de todos os natais. É para Ela e com Ela (como os três reis), que devemos caminhar ... "Eu Sou a Luz do Mundo" ... (Jo.8:12...) - Natal é nascer, ... de nôvo ... e viver ...

22 de nov de 2009

L E L A N D . . .

Olá amigos ... Tenho a data exata em que ouvimos pela primeira vez em nossas vidas êsse nome: LELAND. Não era muito comum por aqui e ainda não o é. Os "Leland", em nosso país, não são numerosos. Na data que fico devendo, por enquanto, precisávamos, como em outras vezes, sair juntos para um trabalho externo. Éramos dois. EU E JORGE. E assim, saímos para cumprimento da pauta programada. Trabalhávamos em rádio. Na mesma rádio. Para nós, àquela noite, a responsabilidade profissional não seria extensa nem cansativa. Faríamos uma transmissão "mamão com açucar". Teríamos não mais que três "entradas" ou intervenções no ar. Se estou certo, não faríamos "flashs". Nossa participação seria tão somente antes e depois da transmissão. "Tipo assim"... como diria o Leland, em nossos dias: Abriríamos a transmissão e liberaríamos em seguida o som para o evento programado. Só voltaríamos a intervir depois do evento quando sentiríamos as impressões de integrantes da instituição promotora e também de algumas dentre as muitas pessoas que lotavam o ambiente. Isto feito, ... missão cumprida. Trabalho bom e fácil de executar. A emissora, nos estúdios, reassumiria a responsabilidade, seguindo de lá com a programação normal. Não são em todas as transmissões externas, rádio ou tv que, atendidas as responsabilidades técnicas, os profissionais dos microfones assumem e tocam o trabalho de forma integral ou quase isso. No caso em referência, faríamos tão somente "capa e contra-capa", isto é, abertura e encerramento. A melhor parte do bôlo deve ser sempre o recheio. Essa parte, nàquela noite, não era nossa. Era e foi do conferencista-espiritualista Divaldo Pereira Franco. Era seu o trabalho que fomos transmitir. Êsse homem foi fantástico ! Sobrou em tudo que disse. Foi convincente ! Da crença brotou uma inesgotável fonte de fé. Da descrença, uma realidade insofismável. O extraordinário orador, com impecável zêlo na colocação perfeita de cada palavra, de cada frase, fazia transparecer no semblante de todos que o ouviam, uma emoção indescritivel. Nàquela noite êle tinha decidido falar sobre DEUS. A certa altura de sua conferência interessante, bonita, bem conduzida, disse o notável tribuno: "Darei aos senhores e senhoras, sete razões pelas quais, EU CREIO EM DEUS ! E deu ! Todos as razões, irrefutáveis. As pessoas entreolhavam-se sem ter como desacreditar das vigorosas evidências trazidas à luz do entendimento geral. Uma e outra, até com alguma simplicidade no jeito de ser, mas com muito de divino em sua essência, execução e resultado. Eram provas científicas da existência de Deus. A compreensão consequente, revelava uma ação superior precisa e admirável sôbre o cosmos. Para "clarear" sua exposição de motivos, acrescentou êle uma ilustração narrando a comovente experiência vivida por madame Jane Stanford, idealizadora com seu marido da "Leland Stanford Junior University", conhecida como Universidade de Stanford, uma das cinco maiores e mais importantes dos Estados Unidos, fundada como um memorial para o filho que, com apenas 15 anos, enfêrmo, faleceu em 1884 em Florença - Itália, quando participava de uma viagem à europa. A história, que é real, que é exemplar, linda, triste e amorável, tem como protagonistas uma mãe extremada, um filho amadíssimo e querendo amar, um punhado de crianças órfãs precisando de amor, ... e dois olhos verdes como dois diamantes. Eram os olhos de LELAND, único filho de madame Stanford e de seu marido. Sôbre êsses olhos lindos, ela diria mais tarde cortada pela dor da saudade: ... "Aqui repousam os dois olhos verdes de meu filho LELAND"... Ainda sob o impacto da perda, o casal teria declarado: "Os filhos da California, serão nossos filhos". Hoje, pesquisando na internet, buscando Divaldo Pereira Franco, no Google, estou quase certo que você encontrará êsse trabalho do conferencista. Bem, prá concluir, voltemos ao relato final da transmissão. Ouvimos tudo e gravamos tudo. Não esquecemos nada ! Tanto é verdade que após quase trinta anos, aqui estou lembrando êsse fato. Porque gostei, fiz uma cópia e guardo até hoje. Meu amigo, radialista como eu e que comigo trabalhou nàquela noite inesquecível, ficou tão maravilhado com tudo que viu e ouviu que não cansava de rememorar cada tópico da preleção apresentada. Quanto às experiências vividas por madame Stanford ao lado do filho que tanto amava, JORGE OSCAR NUNES, o amigo de quem falo, ficou tão emocionado e sensibilizado pela ternura daquela jovem e preciosa vida, que chegou a assegurar-me o seguinte: "Uma vez casado, e permitindo-me Deus que eu tenha um filho, à êle darei o nome de... LELAND". Mesmo distante, estou sabendo: Êle cumpriu o que disse. O Leland, do Jorge, imagino que tenha hoje uns 27 anos ... por aí. Seu pai, quando juntos dividíamos os estúdios da RADIO DIFUSORA DE GUARAPUAVA/PR, onde trabalhamos por vários anos, sempre soube ser bom amigo e companheiro. Se o filho saiu ao pai, tem dois motivos para orgulhar-se: Nome e sobrenome. "Leland pela mescla de nobresa e simplicidade e Nunes, pela perseverança de seus pais para edificação da familia". Ainda não conheço o Leland, mas quem sabe um dia... possa dar três abraços ... pai, mãe e filho... LELAND ...

7 de set de 2009

PARATI, ARAQUARI ... O REPICAR DOS SINOS

Olá amigos ... Mensageiros ! Eis o que eram ! Sinos ouvidos, queridos, ainda lembrados. Parece que falavam com o povo. Sons festivos e esperados. Êles eram sempre assim ! o repicar dos sinos da Igreja do Senhor Bom Jesus de Araquari, cobria a cidade. Pode até ser que existam, mas até aqui nunca soube de sinos que do alto de seu campanário conseguissem passar à todo um povo e todos os dias, mensagens de tanta força, alento, paz e esperança. O que aconteceu com seus sinos Araquari ? Conversavam com os seus e com os que não eram seus. As crianças alegravam-se. Seus pais, enternecidos, emocionavam-se. Os pais de seus pais, saudosos, comoviam-se. No meio dàquela gente simples, da pesca, das madeireiras, da prefeitura, do DER e da estrada de ferro, estavam os que faziam repicar àqueles sinos. Não saberia dizer agora, como àqueles homens faziam para se organizar em rodízio, de maneira que todos que dominavam a dinâmica do "toque repicado" pudessem ter o seu dia da semana para fazer ecoar por toda cidade os festivos sons dos mais conhecidos sinos de toda região. Nunca, em momento algum, soube de alguém que estivesse declarando-se perturbado ou de alguma forma prejudicado pelos toques dos sinos de Araquari. Meus pais nasceram, cresceram e casaram ali. Seus primeiros filhos nasceram ali. Mais tarde, mudaram-se para Joinville onde viveram a vida. Eu e os demais irmãos que vieram depois, nascemos todos em Joinville. Ainda assim, quando menino, por uns dois anos vivi em Araquari com meus avós paternos. E gostei ! Estudei lá. Grupo Escolar Almirante Boiteux (Boatê). Dona Linda Sprotte foi minha professora. A escola era e ainda é, bem junto da igreja. Tenho os sinos e os seus sons muito claros em minha lembrança. Já andei um bom bocado em minha vida e jamais, em lugar algum, tive o prazer e alegria de ouvir sinos com o jeito e os sons dos sinos de Araquari. Era costume de nossa família participar todos os anos, da tradicional festa do Senhor Bom Jesus. Num daquêles anos que lá estávamos, meu pai sabendo de meu encanto pelo som dos sinos, levou-me para que eu o visse tocando-os em companhia de um amigo. Subimos o campanário da igreja e a boa distancia dos sinos mas com visão de tudo, meu pai recomendou-me que ali eu ficasse. Fiquei ! Mas estava ansioso ! Levantei o olhar e contemplei três sinos. Vi quando êle, mais o amigo, ajeitavam-se buscando o melhor posicionamento para acioná-los. Ali, nàquele tempo era assim: Um dos tocadores subia em uma pequena escada, talvez um dois metros... e ficava de costas prá ela e nela se firmava. Entre dois sinos pouca coisa acima da cabeça e com os braços levantados, segurava um dos badalos com a mão esquerda e outro com a direita. Êsse sinos não eram grandes. Mas tinham um som excepcional e eram de fácil domínio tanto de um lado quanto de outro. Êsse tocador já estava no ponto "prá trabalhar", prá repicar. O terceiro sino, era o maior dêles. Mas exigia menos. Era bem melhor e menos cansativo lidar com êle. Amarrada ao badalo, uma corda de sisal não muito grossa, nem muito comprida. O seu tocador, ficava em pé, próximo da escada dos dois sinos repicadores. Nàquêle dia, o amigo de meu pai iria repicar. O homem era muito bom e repicava bonito. Meu pai ficaria com o sino maior. Êle funcionava como um contrabaixo ou um surdo de marcação (compasso). O que se ouvia primeiro, era uma espécie de "ritual" que antecedia o som dos três sinos "trabalhando" juntos e harmoniosamente. Eram batidas lentas, fortes, tremidas e entremeadas pelo som do sino maior que preenchia o espaço "vazio" com sons graves e precisos. Só isso, que espalhava-se prá todos lá fora, sabe Deus até onde, já era lindo de se ouvir. Em seguida a êsse "aquecimento", que ouso dizer, ... já era bonito, artístico, os sinos de Araquari tomavam conta da cidade. E ela mudava. Se revigorava. Ficava feliz. Eu vi, ouvi e nunca esqueci. Por ser criança, não pude avaliar, definir direito, na época, o que sentia. Hoje sei: Era um bem estar divino. Uma divina emoção. Uma coisa muito boa... marcante. Meu pai talvez não tenha percebido que eu o olhava com orgulho. Vi sua alegria e percebi que como eu, ficava feliz, emocionava-se ao acompanhar tocando o sino maior, o repicar magistral executado por seu amigo nos dois sinos menores. Ah... Araquari, não sabes o que perdeste ! Desde teus tempos de Parati, quando êsse era teu nome e mesmo depois que passastes a ser Araquari, teus sinos te embalaram. Quem silenciou teus sinos ? E porque ? Sempre foram, àquêles três sinos, peças de valor histórico. Vivas, ... integravam a tradição religiosa da cidade. Porque teu povo, submisso, quedou-se vencido ante uma decisão infeliz e injustificável ? Desde que, Araquari, calaram teus sinos, nunca mais fostes o que eras. Te entristecestes ! Debilitaram teu entusiasmo, decretaram teu desencanto. Arrefeceram tua fé. Abriram em ti uma ferida doída, difícil de curar. E teus sinos, Araquari,... porque não são mais como eram ? Onde estão ? Existem ainda ? Mandaram prá outro lugar ? Venderam ? Derreteram ? O que fizeram com êles ? Ao relembrar o repicar musical dàquêles três sinos, parece que vejo meu pai ali, junto dàquêle amigo, ... feliz ! Quero guardar essa lembrança. E ao contrário dos sinos que calaram, meu protesto veemente, não calarão. E tenho aqui a certeza: O dobrar inesquecível de teus sinos, sempre foram PARATI... ARAQUARI ! Mais que entristecer uma alegria, machucaram um bem precioso, ... afrontaram um sentimento sem preço ... Imperdoável insensatez !!!

23 de ago de 2009

AONDE VOCÊ VAI SEM DEUS ? - PAIS E FILHOS

Olá meus amigos ... No rádio, por onde minha vida tem passado todos os dias e já faz tempo, sempre que podia e mediante permissão prévia, ocupava espaços que considerava úteis para inserção de mensagens de influência, estímulo, orientação e reflexão de tantos quantos à essa intenção se apresentassem. No desempenho de minha atividade profissional, por onde passei, fiz isso. A essa altura do campeonato, porém, sem ir "muito ao mar nem muito às rochas", nosso compromisso na emissora ficou bem mais ameno, comedido. As ações são limitadas e as iniciativas não são minhas. Ainda assim, temos feito alguma coisa. Sempre numa boa ! Com respeito e de forma bem natural. Agora o meu "trampo" ficou assim: Vou ao trabalho, começo, executo, encerro, deixo um abraço, volto amanhã. E mais meu camarada. O tempo no ambiente também reduziu. Para quem defendia e atacava, trabalhar no meio campo é semelhante a uma "soneca" depois do almôço. Não sou muito chegado, mas fazer o que ? Bem, vamos voltar agora àquêles espaços que falei no início. Nêles, por iniciativa pessoal e devidamente autorizado, produzia e encaminhava textos de teor ou tema diferenciado para gravação, montagem, e programação. Mesmo não sendo a pessoa mais indicada para falar sobre os efeitos benfazejos dêsses "promocionais vivenciais", por ser eu mesmo o "pai das crianças", não me falta, contudo, disposição para dizer que êles só fizeram bem, só ajudaram os ouvintes e só conceituaram as emissoras onde foram veiculados. Sinto falta dêles ou até de outros, mas de conteúdos iguais ou semelhantes, enfocando A VIDA COMO UM TODO. Da concepção e infância indefesa e desamparada, até a velhice esquecida e prêsa numa amarga solidão. Muita coisa nêsse sentido poderia perfeitamente continuar a ser feita sem nenhum prejuizo para o veículo. Havendo dúvida ou simplesmente para aumentar um pouco mais o faturamento/mês, as inserções de alcance social como comentamos acima, podem sim, desejando, ser patrocinadas e com bons e animadores resultados, não só ao veículo como também ao patrocinador. Embora existindo essa possibilidade, a produção e veiculação que fazíamos não tinham custo algum. Essas, dentre outras tantas coisas nos meios de comunicação social, poderiam estar sendo estudadas, preparadas e executadas, fazendo bem ao povo, gerando preferência, conceito, credibilidade. Observe e leia a seguir, um texto modesto que elaboramos e foi para o ar numa das emissoras da cidade durante certo período (é que sempre tínhamos mais que um texto. Eram diferentes e revesavam-se) ...
"AONDE VOCÊ VAI SEM DEUS" .... Mesmo sem ser fisicamente forte ou fraco, o ser humano pode ser corajoso, determinado, imtempestivo e inconsequente. Ainda que seja valente e impetuoso, o ser humano parece desconhecer que, como tudo na vida, sua força é limitada e sua estrutura perecível. Mas quando cai em sí e consciente reconhece sua pequenêz e dependência, buscando em Deus a luz do entendimento existencial, seus dias passam a testemunhar ações fraternas, solidárias, cordiais e afetivas. Essa mudança vem de Deus e confirma Suas Palavras nos capítulos 2 e 3 de Provérbios. Leia e medite: Afinal, ... AONDE VOCÊ VAI SEM DEUS ?
Pode crer: Um texto assim, nos faz pensar. Pode ler mais um ? OK ......
"PAIS E FILHOS" ................
"... Todos àquêles que são ou que um dia forem pais, deveriam desejar conhecer os valores fundamentais implícitos tanto na paternidade quanto na maternidade. Ser pai e ser mãe, é coisa séria. AMAR é o princípio básico. O respeito à vida ensina que toda criança precisa nascer e crescer no amor e na disciplina. Ações praticadas com equilibrio, temperança e zêlo, são preciosas e capazes dos melhores resultados. A educação e preparação para a vida, começa dentro de casa. Espancar, ferir, machucar, não é educar. Não respeitar a inocência e a fragilidade de uma criança É CRIME. Não permita que passe fome ou sêde. Que não tenha o que vestir ou um lugar para dormir. Não a ofenda com palavrões, não a humilhe, não a deprecie, não a desampare. Não a faça sofrer ... "O justo caminha na integridade. Felizes os filhos que o seguirem" ... Prov. 20:7 =
Nos meios de comunicação social, ... e na política, havendo boa vontade,.. dá prá fazer ...

FORÇA INTERIOR -

Olá amigos . . . Isso às vezes é explicável, às vezes não ! É que este poder, não vem "de" pessoas, mas "na" pessoa. É coisa que "está" no individuo, no ser humano. Muitos, no revés, até parecem os elefantes. Não sabem a força que possuem. Daí, quedam-se vencidos diante do infortúnio. Os que se descobrem aptos à luta, mesmo quando ao redor o grasnar dos "corvos" seja agourento, perverso e incessante, conseguem sobrepor-se aos "arautos da desgraça" superando os mais lúgubres comentários e nefandas previsões. A atitude corajosa dos que não se deixam abater, inquieta e perturba "os mensageiros do mal", sempre tendenciosos, preocupados e extremamente incomodados com o trabalho alheio e o êxito sequente. A FORÇA INTERIOR, energia misteriosa, muito da gente, que "êles" também tem mas na pobresa mental em que vivem, sequer sabem que existe, possui poder para eliminar e dissipar os mais desairosos comentários e calúnias, desmascarando o mentiroso maledicente e revelando ao natural à sociedade quem é este,... quem é aquêle. "Quando João fala de Pedro, sei mais de João, do que de Pedro" ... É uma assertiva que merece crédito. Lembrar dela, diante de uma "boa" pessoa ou de um "bom" amigo, "dàquêles" sempre muito bem informados é, com certeza, uma ação previdente, necessária e defensiva. É como aplicar em si mesmo, uma espécie de vacina contra raiva ou um soro antiofídico. Mas não descartemos, por conta disso, o antídoto contra angústia, desânimo, tristeza e principalmente derrota, que pode vir sim, de alguém de boa índole e coração sincero. Quando os torcedores da destruição, que só aparecem vestidos de santidade, estiverem rindo como as hienas e felizes em suas ações malevolentes, é preciso decepcioná-los levantando-se dentre os escombros e com extraordinário poder de superação fazer TUDO do NADA, aniquilando as adversidades e desmontando toda trama urdida em meio às sombras, para dissipar sonhos e justos ideais. Nêsses, nos "pregadores de justiça" (fajutos), o maior inconformismo é ter que constatar nos outros, uma FORÇA INTERIOR que nem mesmo suspeitavam existir. Desarmados, curvam-se diante do espírito vencedor tão severamente atacado para admitir, que só um movimento de perseverança contínua, otimismo imbativel e energia vital, faz brotar da experiência adversa, uma vitória buscada e merecida... (Vivi essa experiência entre 1990/91 e uma parte de 2000 e outra de 2001. Essas aves existem. Para alçar vôo, sustentam-se nos ombros de alguém. São perigosas. Piores que o "carcará" que pega, mata e come. Mas felizmente são finitas. Cêdo ou tarde se acabam... Contudo virão outras... e segue a luta. Se você crer na força interior que possui, LUTE ! E acredite... VOCÊ VENCERÁ !!! ...

1 de ago de 2009

FUNDAÇÃO 25 DE JULHO = DIA DO COLONO

Olá amigos ... Estivemos na Festa do Colono e no XV Encontro Municipal de Mulheres da Área Rural, na Fundação 25 de Julho, em Pirabeiraba. Foi um domingo de chuva e frio. Mas só do lado de fora. Onde estávamos, em uma das amplas dependências da fundação, tínhamos boa receptividade, a companhia de pessoas amigas e muito calor humano. A Banda do 62 BI abrilhantou a parte inicial da festividade e, inclusive, com o Hino Nacional Brasileiro na abertura oficial dos eventos. Entre as autoridades presentes, os secretários Eni Voltolini (PP) e Marquinhos Fernandes (PT), do desenvolvimento e educação respectivamente, Rosimeri Costa, da Assistência Social, mais os vereadores Manoel Bento e Bellini Meurer (PT), James Schroeder (PDT) e Zilnete Nunes (PP/em viagem ao exterior, se fêz representar). Rivelino, Presidente da Fundação 25 de Julho, com boa palavra destacou o crescimento da produtividade no meio rural, a resistência às especulações imobiliárias e o Plano Municipal de Desenvolvimento sustentável. O Prefeito Carlito Merss, que só este ano já visitou a Fundação 25 de Julho, por cinco vezes, enalteceu a perseverança e a dedicação do homem e da mulher do meio rural e a dedicação extremada para o alcance do melhor resultado em seus empreendimentos no labor da terra e na produção colonial. A ministra Nilcéia Freire, da Secretaria Especial de Política das Mulheres, instituida em 2003 por iniciativa do Presidente Lula, prestigiando os trabalhos comemorativos, falou sôbre a campanha "VIVER SEM VIOLÊNCIA" - Direito das Mulheres do Campo e da Floresta. Comunicativa e simpática, a ministra foi bem recebida por todos. A vereadora Zilnete Nunes, em viagem de comprometimento firmado e intransferível ao exterior, fez-se representar e foi citada na solenidade que abriu o acontecimento. Caso aqui estivesse, Zilnete lembraria, com certeza e de nôvo, a importância do justo incentivo dos govêrnos, às aspirações produtivas das familias do campo. Confirmaria sua confiança na dedicação diária das laboriosas comunidades do meio rural, a cada dia incansáveis no trato da criação e no dedicado trabalho da terra. Zilnete costuma dizer: "Nas mesas da cidade, o suor que vem do campo. Políticas públicas e justas de incentivo e reconhecimento ao trabalho do agricultor não podem ser omitidas" ... defende a vereadora ...
OBS.: Na foto, a Secretária Assist. Social, Rosimeri Costa c/a Ministra Nilcéia Freire -

27 de jul de 2009

OS MÚSICOS DE JOINVILLE -

Olá Amigos ... Vamos falar um pouquinho sôbre músico e música. Gosto dêle e dela. E já que êsse é o assunto, lembro que dia dêsses, não muito distante do ponto onde eu estava, vi o senhor José Melo. Grande músico ! O conheço apenas assim. De longe. Nunca trocamos uma palavra. Mas a palavra de outras pessoas, tão dignas quanto êle e a respeito dêle, valorizam o seu jeito de ser e viver. E isso me basta ! Sei que é empresário de reconhecida e elevada qualificação profissional e músico de nível idêntico. Na envolvência das duas ações específicas que a vida lhe confiou, êle vive e investe tempo, dedicação, zêlo, criatividade, prazer e beneficência. Ordenando tudo metódicamente, serve à quem desejar e a êle próprio, muita alegria, satisfação, sensibilidade e emoção. Êle é feliz e tem paixão pelo que faz. A música do Mercado Municipal, tem muito da sua dedicação. Recentemente, num encontro marcante, histórico até, de músicos de Joinville na Câmara de Vereadores, o senhor Melo convidado à pronunciar-se disse com voz embargada e visivelmente emocionado: "Música é Vida"... E é verdade ! Se determinada música não se enquadra entre as minhas preferências, não quer dizer que não possa enquadrar-se, também, às preferências de outras pessoas. Caso não seja para minha elevação e bem estar vivencial, pode ser para de outros. O direito que tenho e quero respeitado, é também o direito que devo respeitar. E está bem aí a sustentação inabalável e firme da frase do senhor José Melo.

E com sua licença, vamos acrescentar, ... FÉ. E fica assim: Música e fé. Não dá prá viver sem elas. Na câmara pudemos senti-las muito presentes no plenário lotado e reconhecidamente suscetível a essas realidades que ao natural emergem de corações sensíveis. Os músicos foram chamados à união, atenderam e uniram-se. Acompanharam e aplaudiram a posse de Alessandro Paulista, que quer fazer de Joinville a capital da música, agora como presidente da Ordem dos Músicos na cidade. Também a premiação merecida de musicos indicados como destaques em suas respectivas áreas de atuação, recebeu atenção e aplausos. O momento ímpar do encontro, se deu quando o presidente do Conselho Regional de Santa Catarina da Ordem dos Músicos do Brasil, senhor Sebastião Carlos Machado, o Machadinho, foi convidado à falar. Êle foi natural, simples, sereno, extrovertido. Chegou mesmo a se emocionar e emocionou a todos. Os aplausos que foram ouvidos, soaram como gratidão à quem tem orgulho de ser músico e que não recua um milímetro sequer na firme disposição de fazer da "ordem" uma entidade de fato organizada, de conceituação classista reconhecida e portadora da credibilidade de todos os musicistas do Brasil. Depois dêle, falou o senhor José Melo: Conclamou todos os músicos a ingressarem na "ordem" local, até para que, além da Credencial da Ordem dos Músicos, o que já é um benefício, possam também auferir outras vantagens inclusas e de direito a partir do ato de filiação. Além de declarar que MÚSICA E VIDA se completam, como lembramos acima, entre outras colocações e olhando na direção da mesa composta, disse comovido o senhor Melo: "Machadinho, ... você me deixou emocionado ... você me fêz chorar".

O coração sensível do homem pulsou mais forte. É que nascia, enfim, um fato nôvo no meio musical humano desta cidade. Mas não é só ! Há, ainda, outra ação valiosa em movimento e que vai ganhando corpo e mexendo com o coração dos músicos joinvilenses. É que a Orquestra Sinfônica desta cidade pode passar de sonho à realidade. Até vale lembrar que, empolgada com essa perspectiva, a vereadora Zilnete Nunes, com formação musical superior, regente, musicista e cantora, assegura que não medirá esforços para que as conversações nêsse sentido possam evoluir para um desfêcho satisfatório e feliz. E ademais, convenhamos: Os músicos de Joinville estão mais fortes, mais valorizados. São profissionais de reconhecida competência instrumental, repertório diversificado e qualidade coletiva. Talentos admiráveis ! Contratá-los para musicar nossas festas e nossa vida, é enaltecer e prestigiar a cultura artística musical de nossa gente. Como já disse, gosto de música... e se você também gosta, ambos temos uma impagável dívida de gratidão para com OS MÚSICOS. À todos vocês, músicos, de perto ou de longe, nosso melhor agradecimento. E prá encerrar, é o seguinte: Um dia, pensamos que poderíamos ser alguém como vocês. E tentamos e tudo... mas não deu certo. Desistimos ! Melhor assim. Não conseguiríamos mesmo. Somos bons, mas somos normais. VOCÊS SÃO ÓTIMOS E SÃO GÊNIOS... Fazer o que ! Quem sabe, sabe ,... quem não sabe, bate palmas" ...

26 de jul de 2009

SERÁ O FIM DAS FIGUEIRAS ?

Olá amigos ... Dia 31 já bem próximo, 19:30, na Câmara de Vereadores de Joinville, uma audiência pública deverá acontecer por determinação da justiça para que, finalmente, seja feita a declaração oficial sobre o destino das QUARENTA figueiras da Avenida Herman August Lepper. Deverá acontecer uma avaliação técnica detalhada. Algo como um "julgamento", mas invertido, ao contrário. Salvo melhor juizo, uma coisa única. Será assim: De um lado, a "altivez" fria e indiferente, já enxugando as mãos e calçando as "sandálias da humildade". De outro, as figueiras, quietas, submissas. A tal altivez, nunca fêz nada pelas figueiras. Mas agora se "aquece", quer e vai julgar, quando deveria ser julgada. Não fez o que lhe competia fazer no cumprimento de sua responsabilidade e neste momento, como estratégia, surpreende por estar assumindo atitudes de inclinação administrativa e preocupado zêlo urbano. Conclui que uma conduta impressionável e uma boa exposição de motivos, doída mas necessária ao bem estar público, são armas de bom calibre para justificar e atenuar o impacto do parecer favorável ao fim das figueiras e, portanto, do veredicto já ensaiado. Afinal, há um fato em evidência que precisa e deve ser decidido. O que deverá prevalecer: Ao nosso entendimento, a exposição técnicamente clara e convincente. Mas antevemos, com ressalvas, que a decisão pela derrubada das figueiras sadias e frondosas, pode vir a ser um fato de dificílima aceitação popular, com repercussão inevitável e fortemente negativa. De um jeito ou de outro, irá além, muito além das nossas e das outras fronteiras. Mas é hora de decidir !

De outro lado, em situação oposta, silenciosas e pacíficas como sempre foram, estão elas. As figueiras. No banco dos réus. Culpadas de nada, acusadas de tudo. Que crimes cometeram ? Trazidas sem saber onde ficariam, ficaram onde "tecnicamente" as plantaram. No mesmo abandono em que sempre ficou o Rio Cachoeira, elas cresceram, ainda que bonitas e corajosas, sozinhas e sem assistência. Tão solitárias quanto o rio amigo e agonizante. Mesmo na servidão elas tem contribuido, embora sem reciprocidade, para a melhoria do ar que respiramos nas margens e imediações de onde vivem. Oxigenam o lugar e ainda oferecem sem exigir coisa alguma, uma sombra protetora e agradável. O estacionamento é por conta delas. E mais: Nos dão também uma paisagem de expressiva beleza e especial motivação fotográfica. Mas ainda assim, dá prá sentir aproximar-se o fim das quarenta figueiras. E ademais (querem nos fazer pensar), elas são predadoras ! Racham o asfalto. Ameaçam a tubulação de gás com suas raízes que agridem e destroem, além de provocar erosão, criando situação de risco e desmoronamento. Podemos errar, mas estamos deduzindo que êsses argumentos estarão sendo defendidos com experiencia profissional, minúcias técnicas, evidências de danos, entre outros informes que depoem contra a permanência das figueiras. Prá concluir e por conta disso, temos uma pergunta inquieta ! Dia 31, sexta-feira, a decisão será pelo fim das figueiras ? Estaremos lá na Câmara de Vereadores às 19 horas, para ouvir o veredicto ... Esteja lá você também. Uma coisa é certa ! Absurdamente Joinville não tem, AINDA, na prática, um PLANEJAMENTO PROFISSIONAL DE ARBORIZAÇÃO URBANA . Será que alguém ainda acha que somos uma aldeia ??? ...

31 de mai de 2009

O "OUTRO" HOSPITAL "2" - (Dos Corredores)

Olá amigos . . . Estamos de volta ao "outro" hospital. Àquêle dos corredores. No texto depois do assunto do SVO que está na sequência, ... discorremos sôbre duas realidades contrastantes com às quais convivemos em Joinville/SC. As fotos daquela matéria são reais mas não são de Joinville. São ilustrativas. Mostram dramática e tristemente o despreparo e a fragilidade da saúde pública em nosso país. Isso, numa visão. Em outra, vemos na confirmação de cada linha, um panorama hospitalar bem diferenciado que abre as portas para um ambiente arejado, limpo, de quartos bem montados e equipados, com leitos de qualidade, reguláveis e com médico ao lado do paciente. Êsse é o hospital do plano privado de saúde. Quem tem ($), "tá bem", quem não tem "tá mal". Com o plano, podemos ficar nêle. Sem o plano, só no outro... se tiver vaga. Não tendo, a extensão para internamento é o que vemos aí ... os corredores ...

É isso mesmo ! Na impossibilidade de um quarto enquadrado no plano público de saúde, SUS, o que surge como alternativa é o já famoso "corredor" hospitalar. Olhe essas fotos. São documentos captados no final da segunda quinzena de maio/09 nos corredores do hospital São José de nossa cidade, pela Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores, presidida por Juarez Pereira, do PPS. Compare essas fotos com àquelas de outras cidades mostradas no texto "1", sôbre o mesmo assunto. A semelhança que constatamos, não deixa dúvidas: A saúde pública por todo o Brasil pede socorro ! Enfêrmos, febris, acidentados, debilitados e desassistidos, os brasileiros buscam persistentes e esperançosos alguns instantes de atenção médica, a realização de exames e, se possível, (o que quase sempre não é), um necessário internamento e tratamento para recuperação da saúde combalida.

Essa situação que se arrasta faz tempo, por todo lado, tem fortalecido não exatamente as pessoas doentes e fragilizadas, mas a eloquência dos palanques eleitoreiros. Ela, essa eloquência bonita e bem popular, com cara de "trabalhadora" e astutamente arranjada à cada campanha política, fala da dramaticidade dêsse calvário e faz ecoar com otimismo bem pintado e emoldurado, a certeza de que, vencendo e governando, TUDO vai melhorar, ... a começar pela total reformulação e melhoria da saúde pública que terá investimentos vigorosos em hospitais, prontos-socorros, postos de saúde, médicos, consultas, exames, remédios, blá, blá blá ... e tudo o mais que precisar. Pode anotar para não esquecer: Ouviremos isso de nôvo ! Mas ... "só vai dançar, quem é dançarino". Em nossa cidade, Joinville, numa das tantas entrevistas do prefeito Carlito Merss (PT) e de nôvo sendo inquirido sôbre a "doença" da saúde local, êle respondeu de pronto e sem rodeios: O problema da saúde pública é GESTÃO (pública). Quer dizer, ... mau govêrno da coisa pública. Ou, para "clarear" de vez,... administração ruim. Ou, ainda ... Incompetência ou ausência do tirocínio imprescindível para destinação correta e fiscalizadora de recursos que possam gerar melhorias nas ações dos setores de saúde sob a responsabilidade do município... Ufaaaa. É tudo isso aí ! Mas é ! Vamos olhar fotos mais uma vez. Essas que aparecem agora, estão mostrando equipamentos de hospital.

Êsse é o quarto andar do Hospital São José. O que vemos aí, tá "zerado". Isto é, sem uso até agora. Aí tem, prá quem quiser ver, materiais ainda encaixotados e também desencaixotados. Por enquanto sem utilização alguma. Observe o espaço ambiental. Percebeu ? Tudo pronto, tudo nôvo, tudo parado. A gestão citada antes, está nisso aí. Aqui, do lado de fora, talvez em razão das "conversas circulantes", acabamos pensando e acreditando que no tradicional hospital joinvilense não há espaço para mais nada. Mas como vemos nas fotos sobrepostas, a situação não é bem do jeito como muitos pensam. Ainda assim, talvez não exista mesmo em toda área construida do hospital, um espaço bom e disponível que possa permitir a instalação de um importante aparato funcional que o complexo possui e que (salvo atitude recente), segue como se fôsse "coisa nenhuma", num depósito nos fundos da área hospitalar, imperdoavelmente encaixotado e praticamente esquecido.

Trata-se de uma lavanderia completa que, ativada, poderia com o valor fruto da economia consequente, propiciar a condição de adquirir materiais e acessórios de utilização contínua no hospital, melhorando as condições de trabalho e atendimento. Enquanto isso continua assim ... E NINGUÉM FAZ NADA, o Hospital São José que enfrenta tanta luta e tanta dificuldade por causa da escassez de dinheiro, vai lutando e pagando ... E PAGANDO BEM, ... para lavar as roupas de cama, entre outras, numa emprêsa da cidade de São José dos Pinhais/PR. Considerando, todavia, o anúncio de uma gestão diferenciada na saúde pública municipal, é interessante conferirmos a mudança que por certo já deveria estar dando sinais de sua chegada, mas não está. Ainda aguardamos a confirmação do que até aqui, é só uma perspectiva. Sendo assim, o que nos resta é esperar. Fazer o que ! Mas há uma pergunta: ... ATÉ QUANDO ? ...

E.T. - O homem na foto, aí em cima, olhando e pensando, é o Presidente da Comissão de Saúde, vereador do PPS, Juarez Pereira. (O que será que tá passando na cabeça dêle ?) . . .

30 de mai de 2009

- SVO = SERVIÇO DE VERIFICAÇÃO DE ÓBITO

Olá amigos . . . Diante de alguns fatos que exigem a prestação de serviço do setor conhecido como SVO, fomos buscar informações pertinentes. Ficamos sabendo que,uma vez notificados, os profissionais lotados nêsse organismo de serviço público, devem deslocar-se de seu ponto de origem funcional, até o local onde sua presença é solicitada. Isso ocorre quando alguém com ou sem socorro algum é acometido de um mal súbito, não resiste, morre e precisa ser removido para o IML. O mesmo vale para falecimentos em casa de pessoas enfêrmas ou, como mencionamos antes, vítimas de algum mal repentino e fulminante. Tivemos vários casos assim. Os corpos ficaram horas e horas sob o olhar de incredulidade e indignação de tantos quantos acompanharam êsses momentos tristes, inadmissíveis e lamentáveis. Os pontos de atendimento imediato à população, quando informados sobre os fatos dessa natureza, descartavam o chamado para deslocamento alegando não ser essa a finalidade funcional de cada um. E assim, o corpo continuava lá, ... estendido no mesmo local por várias e angustiantes horas. Às vezes em casa, em outras numa área livre, quintal ou via pública, coberto com lençol ou jornais. Não tínhamos um SVO. E é dêle a responsabilidade de recolher e conduzir o corpo para o exame especializado que determinará e atestará a causa da morte, liberando em seguida para a família que autorizará as providências finais à agência funerária.

Diante da inexistência do serviço segundo os dispositivos legais, a alternativa era solicitar o auxilio de uma das funerárias da cidade que, por sua vez, encaminhava um carro ao local do acontecido. Dali o corpo seguia quase sempre ao Pronto Atendimento ou, quando não, ao IML onde, de nôvo, permanecia aguardando a chegada do médico legista para exames e liberação à familia (e parece que ainda é assim...). Sem dúvida, o SVO fazia muita falta. O povo insistia na instalação dêsse serviço na cidade de Joinville, ... E NADA acontecia. A imprensa, ... televisão, rádio, jornal, mostrava o clamor popular, falava e escrevia a respeito, ... E NADA ! A vereadora Tânia Eberhardt (PMDB), sensibilizada, preparou e defendeu em 2008 na Câmara de Vereadores, a ativação dêsse trabalho público em Joinville. E até por essa razão e para "administrar" a pressão e inquietude popular, o govêrno que saiu chegou a fazer o anúncio da instalação, finalmente, de um SVO. E fez mais: Informou que embora tendo iniciado seus trabalhos num lugar, o SVO seria transferido para outro, onde, é claro, ficaria ainda mais "eficiente". Porém, determinado a fazer do SVO joinvilense um primor funcional, reconsiderou a mudança que já havia acontecido e decidiu trazê-lo de volta ao local onde iniciou. Ao que nos consta, no subsolo do Hospital São José. Isso mesmo ! No subsolo. É onde êle está ! Acessibilidade complicada. Com escada externa em concreto e corrimão de ferro. Nas fotos vemos a descida para chegar ao SVO.

No dia 25 de fevereiro de 2009, a vereadora Zilnete Nunes Sulim, (PP), foi a primeira a voltar sua atenção para o SVO quando decidiu inquirir o executivo sobre todas as condições em que estaria funcionando esse setor ligado ao sistema de saúde do governo municipal... Foram ONZE perguntas formuladas. Dia 17 de abril de 2009 a Secretaria de Saúde via executivo, encaminhou a resposta à cada questionamento. A impressão era de que tudo deveria estar caminhando bem, sem comprometimentos, dificuldades, problemas. Mas era só impressão.

Para um organismo como esse, durante muito tempo esperado e que foi inaugurado não faz sequer UM ano (11/08/08), e que AINDA tem o processo para sua legalização funcional tramitando na Secretaria Municipal da Saúde, é absolutamente absurdo e inaceitável, o que foi constatado e fotografado pela Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores, através de seu presidente vereador Juarez Pereira (PPS) e do vereador Joaquim A. dos Santos (quinzinho/PMDB), e cujas fotos estamos mostrando aqui. Observem: Para o trabalho no cadáver, uma faca comum, de cozinha. E mais: Sem equipamento de aspiracão, utilizam para retirada do sangue, uma CONCHA (também comum, de cozinha). A iluminacão não existe. O acesso é quase zero. Profissionais que atuam no local, insalubre, não tem adicional em seus salários. E trabalham em sistema de 24 horas (esta informação precisa ser confirmada).

No ambiente não há mobília para descanso ou para espera em ala independente que nem existe. Passam a noite ali mesmo, junto aos corpos em exame. Tem catres obsoletos e macas vencidas no tempo, superadas e ridículas. O local precisa de uma balança. E tem. Uma minúscula balança doméstica emprestada por alguém, em razão da necessidade e da “pobresa” ambiental. Coisa inacreditável e tétrica é saber que, havendo no ambiente, algum corpo para ser ou sendo examinado e caso cheguem familiares, o atendimento quem faz é o próprio profissional do SVO que interrompe seu trabalho no cadáver e com avental manchado de sangue vai lá fora atender a família que angustiada espera informações. Atendimento frio, insensível, desumano ...

Outra barbaridade ! O SVO , o local onde permanecem os cadáveres, incluindo àqueles encontrados alguns dias após o falecimento, fica imediatamente no andar abaixo da cozinha geral do hospital. Mais uma barbaridade ! Quando a chuva chega intensa, a sala fica alagada e o esgoto retorna trazendo para o ambiente sangue e também gordura humana. Uma situação agressiva, inimaginável, de pasmar e que desafia nossa credulidade. Para um SVO que iniciou não faz UM ANO em nossa cidade estar nessa condição deplorável, é de se perguntar: AFINAL, O QUE É QUE INAUGURARAM NO DIA ONZE DE AGOSTO DE 2008 ? Para que tenhamos, de fato, uma coisa identificada com a modernidade que vivemos, precisamos de um prédio próprio (como o exemplo abaixo) e boas condições para esse trabalho.

Precisamos de equipe completa e reconhecida profissional e salarialmente. Precisamos de viatura, telefones, internet, macas DECENTES, sala de espera para familiares, local de descanso para os profissionais do setor e banheiro exclusivo, sabões, sabonetes, toalhas, ROUPAS ADEQUADAS, luvas, instrumental completo para o serviço e demais produtos indispensáveis às necessidades funcionais, desinfetantes, desodorizantes e todo o material necessário e imprescindível para o mais perfeito serviço de limpeza e higienização. Precisamos isso tudo e mais, quem sabe, ... para que, de fato, tenhamos finalmente toda estruturação necessária para um Serviço de Verificação de Óbito (SVO) à altura de nossa cidade e com o qual não tenhamos que nos indignar e nem tenhamos, finalmente, do que nos envergonhar. Mas assim como está, não pode continuar !
E.T. A primeira (simulação) e as duas últimas fotos, são ilustrativas. As demais, imprensa, vereadora Zilnete Nunes, dependências do SVO e vereadores Joaquim A. dos Santos (cam. azul) Juarez Pereira (cam. clara).

8 de mai de 2009

O "OUTRO" HOSPITAL - (Dos Corredores) -

Olá amigos . . . Além daquêle outro hospital lembrado como "força de campanha" no caminho das últimas eleições e futura obra de prioridade em muitas cidades deste país, lembremos que nós, por aqui, já temos e faz tempo, um triste e dramático hospital instalado e crescente que funciona à parte, DENTRO de um tradicional hospital e em situação lamentável, deprimente. É o dos corredores". O "outro" hospital. O que mostra essa realidade constrangedora, são pessoas doentes ocupando cadeiras e macas (quando tem), pelos corredores e ao longo das paredes ou mesmo possíveis e pequenos espaços pelo chão. Por ali permanecem do jeito que dá em situação de absurdo desalento e inacreditavel insensibilidade.

O atendimento, embora assim, em condições que ninguém quer mas que são as únicas, revela a decadência de um sistema que vai rumando para o inadmissível. A penúria ! Não dá prá olhar tal quadro sem sentir um irrefreável misto de indignação e tristeza. Isso nos induz a um pensamento: Temerário demais é ficar, hoje, sem plano de saúde. Muita gente tem... muita gente não tem. No segundo caso, não é difícil compreender que o impedimento, em sua maioria, tem motivação financeira. Só que nosso povo TEM PLANO DE SAÚDE BOM E EM PLENA VIGÊNCIA e parece não perceber. O SUS É UM PLANO DE SAÚDE. Isso mesmo. O Sus não é favor. É UM DIREITO !

E em se tratando de disposição superior, constante da Carta Magna da Nação para governantes e governados, o quesito SAÚDE e suas disposições constitucionais e legais teria que merecer melhor atenção dos legisladores e administradores eleitos pelo povo para que fôsse, de fato, cumprido na letra da lei. Arriscamos crer que, se assim fosse, os recursos seriam corretamente aplicados, servindo bem o setor e melhorando em muito o atendimento à população por todo o país. Só assim daria prá imaginar que o plano de saúde do govêrno federal entregue ao cidadão não seria o que tristemente é hoje. No título VIII da Constituição Federal de 5 de outubro de 1988, no capitulo I, artigo 193 nós lemos que... "A ordem social tem como base o primado do trabalho e como objetivo o bem estar e a justiça social"... Já o artigo 196 diz que... "A saúde é direito de todos e dever do estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação".

Se toda essa maravilha não estivesse apenas na constituição mas, sobretudo, em nossa vida, não teríamos que rumar com grande esfôrço para qualquer outro plano de saúde. Logo, ainda que poucos tenham alcançado o entendimento pleno do assunto, o que estamos dizendo é que, o trabalhador e sua família, mesmo o mais simples e humilde, tem, assegurado, constitucionalmente, o direito de ser atendido, medicado e assistido assim que precisar recorrer a um ambulatório, pronto-socorro ou hospital. Nêles, ou nos postos de atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde), atendentes, integrantes do quadro de enfermeiros ou mesmo médicos não poderiam nem podem, em momento algum, dar ao beneficiário (contribuinte) e aos seus, um tratamento que mais parece um "favor" do que um dever de ofício. Se o atendimento respeitoso não puder acontecer por indução natural, por formação educativa familiar,... há que acontecer, quer queira ou não, na educação e cordialidade exigida à luz da lei. E nem estamos lembrando aqui e em detalhes, a injustificada falta de medicamentos, acessórios médicos e instrumentos para atendimento inclusive cirúrgicos.

Quanto à acolhida ao contribuinte e o relacionamento, felizmente, embora poucas, existem exceções carregadas de bondade e ternura. Essas, entretanto, não conseguem mudar o quadro desolador que se vê todos os dias nos corredores e em determinadas "alas ou salas de observação" dos hospitais, onde pacientes ficam durante horas ou até um, dois, três... ou mais dias. Alguns permanecem ali, "acomodados" em macas, bancos, cadeiras comuns ou de rodas, sem um mínimo de confôrto, embora doentes e debilitados. Dividindo o mesmo espaço, estão crianças, jovens, pessoas de meia-idade e idosos. Uma situação deprimente que deveria ser inadmissível, inaceitável. Sobretudo porque, afinal, o SUS não é outra coisa senão um plano de saúde PAGO "na fôlha" pelo trabalhador. O que êle (o trabalhador) espera e tem o direito de receber é, no mínimo, um atendimento digno e respeitoso. Mas o que encontra, nada tem a ver com sua expectativa. Ressalvando as já lembradas exceções, êle se depara com funcionários indiferentes, insensíveis, contrariados, cansados, estressados... de mal com o mundo. Essa postura, felizmente não generalizada, tem origem na maioria dos casos, no incessante corre-corre diuturno, nas restritas condições de trabalho e, por extensão, nos salários sempre aquém do justo e desejado. Poucos médicos, falta de medicamento, gaze, esparadrapo, quarto, leito, travesseiro, lençol, coberta, entre outras necessidades, também influem no agastamento geral. A demora e a precariedade no atendimento, acaba superando em certos dias e momentos, os limites do suportável e um ou alguns descontrolam-se, protestam com veemência e esbravejam dando vazão ao seu inconformismo. A maioria, porém, curva-se aparentemente resignada diante do absurdo que agride e fere.

Mas, por outro lado, muita gente sofrida temendo o pior, admite a exclusão e submissa fecha-se num silêncio apertado e difícil. E assim, queda-se debilitada, vencida. Aceita "O OUTRO HOSPITAL", ... uma espécie de hospital número dois. O dos corredores,... dos aparentemente SEM DIREITOS, desfavorecidos. Só aparentemente. Porque que não é verdade ! Não dependem de favor ! ÊLES TEM DIREITOS. E neste caso, direito à saúde, assegurado na legalidade e na imposição da lei. Mas dirigentes de hospitais, políticos, entre outros,... indiferentes e frios, parecem esquecer ou desconhecer essa realidade. E seguem assim. Foi daí que surgiu "O Muro da Insensibilidade" ou "A Linha da Separação". Quem pode,... prá lá... Quem não pode,... prá cá. E assim, não muito distante deste ambiente, temos quartos de bom padrão, limpos, arejados, com leitos regulaveis, bons colchões, travesseiros, lençóis e fronhas cheirando higiene e cuidado, sobre-lençol, cobertores, mesa de cabeceira, acomodação para acompanhante, banheiro completo limpo e esterilizado, frigobar, TV e ar condicionado, viisitas médicas no tempo regulamentar... uma maravilha ! Parece um outro mundo, para um outro povo. E pior que é !

Vamos confirmar: Embora não pareça, porque poucos explicam, O SUS É UM PLANO DE SAÚDE... diferente,... (por causa do atendimento e serviços na maioria dos casos),... MAS É ! Os planos de saúde organizados, administrados, bem cobrados, MAS QUE FUNCIONAM, nasceram daí. NÃO DO SUS, que em sua essência é coisa boa. Mas da desatenção e omissão para com êle. Uma gestão, de fato, austera e competente na pasta da saúde no país, faria do SUS nosso maior orgulho. O sistema clama por uma grande cirurgia reparadora, milagrosa. Mas, mesmo a contra-gôsto, admitamos: Assim como é,... por todo o país tem servido o povo. Do jeito que pode. Do jeito que dá. Mas tem... Há, portanto, como melhorar para cumprir sua finalidade. Todos sabem que é difícil, mas concordam que não é impossível.

Porisso mesmo, quem deve saber mais, trabalhar mais e interceder mais pelo povo sobre saúde pública, ambulância, pronto-socorro, hospital, medicamento e atendimento, são os... políticos. Exatamente. Êsses senhores devem à nação claras e definitivas prestações de contas sôbre seus trabalhos em defesa da saúde e da vida da familia brasileira. Os senhores... TODOS os senhores SÃO OS RESPONSÁVEIS. OS SENHORES TEM A PALAVRA. QUEREMOS OUVI-LOS (mas por favor, sem o "papagaiar" irritadiço e inconsistente que já conhecemos). E prá concluir: Uma perguntinha para os políticos da cidade de Joinville/SC e região: "Antes de construir o outro hospital (àquêle da campanha), será que dá prá acabar com êsse "outro" dos corredores, suprindo JÁ as limitações absurdas, melhorando as condições de trabalho e oferecendo leitos decentes, bom atendimento e tratamento digno aos pacientes ??? "
(Obs.: Fotos meramente ilustrativas).

25 de abr de 2009

AMIGO E "AMIGO" - QUEM NÃO TEM ?

Olá amigos . . . E aí meu camarada, tem muitos amigos ? Tem pessoas que olham prá você e tem você, de fato, como alguém merecedor da amizade que parecem lhe devotar, ... ou, quem sabe há, HOJE, em você, uma "motivação especial" que leva essas pessoas a TER que, de alguma forma, dar a impressão (e até convincente) de que são mesmo suas amigas ? Éééé... gente boa, a vida é assim. Importa pensar com calma. Temos amizade EFETIVA e "amizade" TEMPORÁRIA. Essa última, é ardilosa e insinuante. Age com tanta naturalidade que chega a nos fazer duvidar da lealdade de meses ou anos até, da amizade efetiva, mais antiga. E por vezes fazemos isso. Preferimos a segunda, em detrimento da primeira.

Experiências reais falam claramente sobre isso e dizem em alto e bom som que os resultados não tem sido em nada agradaveis. De alguma forma nos frustram, somem e algum tempo depois retornam para um recomeço como se coisa nenhuma tivesse acontecido em tempo algum. E aí meu amigo, vale a perguntinha: Já vivenciou algo assim ? E outra: Por acaso já claudicou na caminhada e porventura precisou, lembrou e até procurou um ou alguns daqueles "bons amigos" ? E como foi ? Não estavam ? houve um olhar sério, um lamento e a afirmação entristecida de que não sabiam o que havia acontecido com você ? Ou tinham um compromisso naquele exato momento ? A agenda concorridissima apontava chance de uma conversa em dez ou quinze dias ? anotaram o número de seu telefone para alguém ligar ? Alguém disse: Que pena ! Demorou ! Deveria ter vindo antes. Há três dias passados havia plenas condições para servi-lo com sobras, mas agora ... só,... quem sabe,... mês que vem... mas infelizmente não é certeza. Vamos ver o que dá prá fazer. Olhando o relógio, dando sinais de pressa e ansioso para livrar-se do "estorvo", dá um apêrto de mão e saí falando à distancia ... "apareça aí prá tomá um cafezinho com a gente" ? E blá ... blá ... blá ... blá ... É êsse aí "o nosso pessoal".

Amigos, amigos mesmo, de verdade, são bem poucos e raríssimos. Daí a frase... "Quem tem UM amigo, tem um tesouro". Um tempo atrás, lá por abril ou março de 2003, escrevi um artigo falando dêsses "amigos da conveniencia". Disse o que pensava. E penso ! Quando sentem em nós, de alguma maneira, um bom "instrumento" de uso para suas intenções previamente urdidas, telefonam, convidam, estão por perto, encostam e até dão presentes. Tudo em nome da mais pura e despretenciosa amizade. São ÊLES que precisam. No momento em que a adversidade bater à nossa porta para entrar ou entrar sem bater, êles saem de nossa vida. É que nunca houve estima, apreço, amizade. Era tudo "faz de conta". TUDO MENTIRA ! SÓ INTERÊSSE ! Nunca amizade ! Prá êsses "amigos" já não temos utilidade. Não servimos mais. Àquêle artigo lembrado aí em cima, escrito seis anos atrás, segue valendo. O ser humano leal e digno, sabe que amizade pura e verdadeira, não é e jamais será assim. Amizade genuina de respeito e ajuda é sinônimo de parceria firme e agradável.

Com sua permissão, vou acrescentar aqui, alguns trechos que estão lá. No artigo de 2003. Já no título, perguntamos: Onde Estão os Amigos ? Estão por aí, como sempre. Mas agora muito ocupados. Reuniões, viagens, solenidades, visitas especiais, estudos, expansão, compras, etc.. etc.. "ocupadíssimos". Êles quase não tem tempo disponível para outra coisa, a não ser trabalho. Mas um e outro, "gentilmente", embora tanto comprometimento em cada fôlha da agenda, abre, "excepcionalmente", um espaço de "três minutinhos" para que, nêle, coloquemos uma conversa de dez, quinze ou trinta minutos, que por certo interessa mais ou só mesmo ao visitante do que ao visitado. Preenchido o tempo, o "Bom Samaritano" lamenta nosso momento adverso, mostra-se solidário e assegura a melhor atenção à nossa esperança. Não fôra a agenda "carregada" e o compromisso imperioso do momento poderia, quem sabe, antecipar alguma perspectiva otimista naquele instante. (E a encenação continua...) Por conta disso, depois de anotar qualquer coisa para atestar sua disposição à nosso favor, pede desculpas por não poder nos dedicar todo tempo que merecemos e acrescenta que dará um retôrno amanhã ou depois... O que nos resta, se conseguirmos permanecer impassiveis, é ... "acreditar". Por fim, sorrindo, despede-nos sutilmente. Quando estamos deixando a sala e já na porta, ainda ouvimos... quando quiser, dá uma ligadinha... ou aparece por aqui prá uma conversa mais tranquila...

Nossos "amigos"... êsses aí, ... são assim. Dissemos antes, dizemos agora. Dàquele artigo, segue o texto: Ulisses Guimarães, personagem nacional, que foi sempre um guerreiro destemido e incansável na luta pela democracia tinha sempre, na ponta da lingua, uma assertiva sábia e inteligente que surpreendia os que o rodeavam. Entre tantas, segundo contam, ao ser interpelado certa vez sobre algo que houvera feito bem mais pelo coração que pela razão em favor de um ou alguns, e não tendo sido contemplado com atitude recíproca quando acreditava nela, respondeu sereno e altivo com uma verdadeira pérola: "O BENEFÍCIO, É A VÉSPERA DA INGRATIDÃO".

Definição cristalina do comportamento humano. Daí, não ser, nêsse caso, imprevisível. Doutor Ulisses, sabia bem do que falava. Por aí, fechamos àquele texto de 2003. E agora concluimos este: A ingratidão é fruto de desapreço. Declaração explícita de índole má e fria exploração humana. Num coração assim, não há lugar para benevolência, lealdade, retidão. Logo, NÃO PODE SER E JAMAIS SERÁ AMIGO. De ninguém ! Mas tem habilidade para fingir que é. Muita gente sabe disso. Ainda assim, acredita ... e sofre ...

Cabe lembrar: Amigo é àquêle que fica,... enquanto os outros se vão. É àquele que ainda está,... quando os outros já se foram. É àquele que ama,... mesmo sem esperar ser amado. É O AMIGO QUE AJUDA ! Amigos assim, são difíceis, mas não impossíveis. Êles existem !Pense aí ! Dêsses, de verdade, quantos você tem ? Não importa. Ligue agora e agradeça a AMIZADE !!! ... E Prá guardar ! = = "Não caminhe na minha frente, eu posso não te seguir. Não caminhe atrás de mim, eu posso não te guiar". = = Click e comente...